domingo, 4 de dezembro de 2011

Estreia na Maratona

O dia começou de forma auspiciosa. Às 5h59, um minuto antes do despertador tocar, um sms no meu telemóvel dava o mote: "Boa corrida mano, diverte-te! As dores passam, o feito mantêm-se para o resto da vida".

Tratadas as formalidades higiénicas e alimentares (dois iogurtes com muesli, fruta e um café) saí de casa às 7h45. Às 8h20 cheguei ao estádio 1º de Maio e fui-me arranjar e despachar o saco. Um breve aquecimento e às nove horas em ponto foi dada a partida.

Estranhamente não apresentava quaisquer sinais de nervosismo. Comecei à procura de um ritmo com que me sentisse confortável, para só depois olhar para o garmin  e perceber a que ritmo ia. Os 3 primeiros kms foram corridos entre 4:18 e 4:20 até que surgiu a primeira ligeira inclinação no percurso - subida para o Areeiro - e aí o ritmo apenas caiu para 4:41. Foi o indicador que ia bem e não me sentia a forçar.

Até ontem admitia duas estratégias de corrida, em função da forma como me sentisse à partida. Uma hipótese, era fazer uma corrida defensiva, tendo sempre em mente o objetivo terminar, nem que para isso tivesse que correr sempre próximo dos 5:00/km. A outra hipótese, aquela que se verificou, era ir with flow, ver até onde dava.


Mantive o ritmo controlado, ligeiramente abaixo dos 4:30, tendo como referência uma atleta estrangeira (a 1ª classificada do escalão F45), com a particularidade que ela levezinha me fugia nas descidas e eu - motor diesel :-) - fugia-lhe nas subidas.

Passei à meia maratona com 1h34m18s e continuava a sentir-me bem, mas a descida da Av. da Liberdade e um troço de empedrado no Rossio sinalizaram a chegada das queixas musculares.

Por volta dos 26 km ainda ia com um tempo para menos de 3h10, mas senti uma alteração no corpo. As pernas começaram a pesar chumbo e a partir daí fui a sofrer...até aos 30 km, onde percebi que não conseguiria aguentar mais 12 km naquele sofrimento. Decisão radical. Parei e comecei a caminhar.

Rapidamente mudei o chip. Daí em diante, o tempo final deixou de importar, o objetivo era chegar ao estádio 1º de Maio o menos massacrado possível para que a estreia não se tornasse uma experiência traumática. Isto fez com que esses 12 km fossem percorridos a correr e a andar provavelmente meio por meio (exagero, obviamente).

Acabei com 3h31, ou seja fiz a 2ª meia-maratona em 1h57!!!

Ainda assim não me arrependo da prova que fiz. Arrisquei e não fui feliz, mas consegui terminar sem grande sofrimento.

Tempos de passagem:
05 km: 0:22:14 | 4:27/km | 3:07:38
10 km: 0:44:56 | 4:30/km | 3:09:36
15 km: 1:07:02 | 4:28/km | 3:08:34
20 km: 1:29:15 | 4:28/km | 3:08:18
1/2 m : 1:34:18 | 4:28/km | 3:08:36
25 km: 1:52:39 | 4:30/km | 3:10:08
30 km: 2:16:36 | 4:33/km | 3:12:08
35 km: 2:47:27 | 4:47/km | 3:21:52
40 km: 3:20:02 | 5:00/km | 3:31:01
Marat: 3:31:26

Parciais a cada 5 km: 22:14 / 22:42 / 22:07 / 22:13 / 23:24 / 23:56 / 30:51 / 32:35 / [2km] 11:24

Ficam os ensinamentos desta experiência. Confirmei in loco que a prova começa aos 30 km. Fiquei com a nítida impressão que não abusei em termos de ritmo, fui sempre bem de caixa e de frequência cardiaca, claramente em registo aeróbico, o que me falta é calo - leia-se kms - e físico - leia-se resistência muscular - para este tipo de esforço.

Segue-se uma semana de descanso absoluto. De seguida, vou virar a agulha para o meio fundo curto, isto caso haja campeonato de pista coberta para veteranos no início do próximo ano.

Maratona, provavelmente só para o Outono do próximo ano. Estou tentado a ir ao Porto...

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Resultado oficial:
Tempo oficial: 3h31m38s / 3h31m29s (chip)
Classificação: 372º da geral / 165º M20-39






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Dados do meu Garmin:



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4 comentários:

Jorge Branco disse...

PARABÉNS!

José Xavier disse...

Olá Nuno;

Grande tempo!!, fantástico.
Meus parabéns.
E isso que depois dos 30 km foi o tal 1/2 por 1/2, senão....!
Agora descança.....eu já estou a começar a preparação para Roterdão 2012.

Um abraço
dos Xavier

António Almeida disse...

Parabéns maratonista, excelente estreia.

NS disse...

Obrigado a todos pelos parabéns.

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Caro António, e não é que soou-me bem o «maratonista» :D

NS